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14/08/2009   TV ROCK na coletiva do vocalista Joe Lynn Turner

A TV ROCK esteve frente a frente com o vocalista norte-americano Joe Lynn Turner, ex-vocalista do Deep Purple, Rainbow e Yngwie Malmsteen and Rising Force. Aos 58 anos, ele contou sobre o prazer de cantar no Brasil novamente, os gostos pessoais, e até a indiferença com guitarrista “Estrelinha” sueco Malmsteen.
 
TV ROCK: Fale um pouco sobre o seu relacionamento com Yngwie Malmsteen? Pois como todos sabem, ele é uma pessoa difícil.
 
Turner: Não entendo toda aquela arrogância. Que ele é talentoso não há dúvidas, mas não sei porquê ele tem o nariz em pé. Ele é estúpido com todos. Comigo nunca foi, pois eu sempre bati de frente. Eu tenho amizade com ele, mas quando eu cantava com o Rising Force foi difícil, ele é uma pessoa muito temperamental.
 
TV ROCK: Como foi substituir Ian Gillan e Ronnie James Dio - duas feras do Rock, você recebeu critica do publico e da imprensa especializada?
 
Turner: Com certeza recebi, mas não foram muitas. Posso afirmar que a maioria gostou principalmente no Rainbow, para quem não sabe, na minha época eu vendi mais do que o Dio. Inclusive o ultimo álbum bom do Deep Purple foi justamente o que eu participei, Slaves & Masters.

TV ROCK: Como um fã de Black Sabbath, o que acha do álbum Born Again, gravado por Ian Gillan?
 
Turner: Hum... Diferente! Para ser sincero não gosto muito, acho estranho, não tem haver com o Black Sabbath. O Ian Gillan quebrou um pouco o clima Sabbathico, ainda bem que ele gravou apenas um. Veja bem, não estou afirmando que o album é ruim, mas não me agradou muito.
 
TV ROCK: Você cantou no primeiro Monsters Of Rock realizado em 1980, quando era vocalista do Rainbow - infelizmente o festival acabou na metade dos anos 90 - conte um pouco como foi a emoção de cantar no primeiro Monsters, e sobre o evento.
 
Turner: Foi maravilhoso! Lindo! Fantástico!
Eu lembro até hoje como fiquei impressionado, era uma coisa muito grande para época, aquele publico sedento pelo show, não esperavamos que seria tão grande, que teria tanto repercurssão, que duraria tantos anos, posso dizer que até hoje é um dos shows que mais me emocionou.
 
TV ROCK: Voltando a falar da sua banda favorita, o Black Sabbath, quem é melhor Ozzy o Dio?
 
Turner: Melhor onde? Na cama? (risos).
Olha, é difícil esse tipo de pergunta, eu gosto dos dois, seja no Sabbath, ou em carreira solo. Eles são diferentes, cada um tem seu estilo próprio, então não sei o que responder. Ambos fizeram álbuns maravilhosos, então não acho justo responder sobre quem é melhor.
 
TV ROCK: Fale um pouco do Brasil, das vezes em que pisou aqui, o que achou?
     
Turner: Todo mundo que canta aqui afirma que é a segunda casa. Os brasileiros são alegres. Em 1991 quando cantei com o Deep Purple, senti isso logo de cara, quando eu voltei em 2001 (Projeto "The Voice of Rock") não foi diferente. Eu estive aqui também no ano passado com Tony Martin, e sempre foi muito bom! Os brasileiros são como os europeus, são fiéis ao gosto pessoal, ao contrario do americano, que só escuta o que está na moda.

Entevista acontceu no Auditório Souza Lima.

                                                                                                                                                          

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